#09 Aristocracia e Tradição Jurídica

Existe uma permanente tensão entre os discursos de legitimação e as práticas do campo jurídico no Brasil. Como justificar os privilégios aristocráticos das elites jurídicas no contexto de um Estado Democrático de Direito que objetiva a promoção de igualdade? Como compreender a permanência no tempo de traços característicos genéticos, historicamente construídos e então naturalizados, mas que, no entanto, contrariam esses discursos de legitimação? Como a reprodução aristocráticas das elites jurídicas e a condução autoritária dos processos judiciais? A sociologia relacional como desenvolvida pelo sociólogo francês, Pierre Bourdieu, pode nós ajudar a dar sentido a essas e outras questões acerca do campo jurídico nacional. Sobre o assunto, conversamos com Felipe Araújo Castro, Professor de História do Direito da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. 

 

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Indicações de leitura relacionadas ao tema deste episódio:

 

- Indicações feitas por Felipe Araújo Castro

# A guerra de todos contra todos e a Lava a Jato: a crise brasileira e a vitória do capitão Jair Bolsonaro; shorturl.at/esyO8;

# Aristocracia judicial brasileira: privilégios, habitus e cumplicidade estrutural (Felipe Araújo Castro e Marcelo Maciel Ramo); shorturl.at/nHM46;

# Bacurau - Filme; shorturl.at/djpG9

# Como Tornar-se Juiz? Uma Análise Interacionista sobre o Concurso da Magistratura Francesa (Fernando de Castro Fantaninha);

# Genealogia histórica do campo jurídico brasileiro: liberalismo-conservador, autoritarismo e reprodução aristocrática (Tese do Entrevistado); shorturl.at/fGLV2

# República de Weimar - Podcast Salvo Melhor Juízo - EP #88;
# Tanques e Togas - Podcast Salvo Melhor Juízo - EP #69;

# Sobre o autoritarismo brasileiro (Lilia Schwarcz).

 

Felipe Castro Araújo é Professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Doutor em Direito pela Faculdade de Direito e Ciências do Estado da Universidade Federal de Minas Gerais, onde defendeu a tese Genealogia histórica do campo jurídico brasileiro. Atualmente continua a desenvolver e orientar pesquisas na interface entre a história e a sociologia do direito. Coordena o Grupo de Pesquisa Leituras Essenciais de Criminologia e o projeto de pesquisa Banditismo por necessidade?: discursos científicos sobre o cangaço na transição entre Império e Reública, ambos na Ufersa. É membro do grupo de pesquisa Politéia: cultura política, teoria e identidade constitucional.​

 

Imagem: autor desconhecido*. 

*Caso a imagem seja de sua autoria, entre em contato conosco, para que possamos dar-lhe os devidos créditos.

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